Da fortificação portuguesa ao Teatro Amazonas
Manaus começou em 24 de outubro de 1669 como o Forte de São José da Barra do Rio Negro, instalado pelo capitão português Francisco da Mota Falcão para garantir o controle do território contra holandeses e espanhóis. O nome 'Manaus' vem dos índios Manaós, povo originário que habitava a região e que foi praticamente exterminado pelo contato colonial. Por dois séculos foi vilarejo isolado até o ciclo da borracha (1850–1910) transformá-lo na 'Paris dos Trópicos'.
O paradoxo da capital amazônica
Manaus é hoje a capital mais isolada do Brasil — não há rodovia federal asfaltada conectando-a a outras capitais (a BR-319 para Porto Velho é intransitável boa parte do ano). Mas é também uma das mais industrializadas, graças à Zona Franca criada em 1967 para integrar a Amazônia economicamente ao Brasil. O contraste é vivido: hipermercados, fábricas de Samsung e Honda, fluxo aéreo internacional, ao lado da floresta intocada a 30 minutos do centro.
O encontro das águas
Diante de Manaus, as águas escuras do rio Negro correm ao lado das águas barrentas do Solimões por vários quilômetros sem se misturar, por diferença de temperatura, densidade e velocidade. O fenômeno é o cartão-postal da cidade e ponto de partida para a navegação que abastece o interior do estado.
Duas datas no calendário
Manaus marca seu aniversário em 24 de outubro, feriado municipal. O estado tem ainda o 8 de dezembro, dia de Nossa Senhora da Conceição, padroeira da cidade, que é feriado estadual — de modo que a capital tem duas datas próprias no ano, uma civil e outra religiosa.