A primeira capital do Brasil
Salvador foi fundada em 29 de março de 1549 pelo primeiro governador-geral do Brasil, Tomé de Souza, enviado por Dom João III com a missão de centralizar a administração da colônia. Foi por mais de dois séculos a capital do Brasil (1549–1763), até o Marquês de Pombal transferir a sede do governo para o Rio de Janeiro. Como porta de entrada do açúcar — e do tráfico transatlântico de pessoas escravizadas — Salvador moldou a identidade afrodescendente do Brasil.
Capital cultural da diáspora africana
Salvador é a capital simbólica da cultura afro-brasileira. O Candomblé tem na cidade seus principais terreiros (Casa Branca do Engenho Velho, 1830). O Carnaval baiano, com trios elétricos, blocos afros (Olodum, Ilê Aiyê, Filhos de Gandhy), reúne mais de 2 milhões de pessoas. A capoeira tem em Salvador um de seus dois grandes berços (com o Recôncavo Baiano). A culinária — acarajé, moqueca, vatapá, caruru — é a versão mais celebrada da cozinha africana adaptada ao Brasil.
O Carnaval e os blocos afro
O Carnaval de Salvador organiza circuitos com trios elétricos e blocos afro como Ilê Aiyê, fundado em 1974, e Olodum, cuja atuação está ligada à afirmação da identidade negra na cidade. O Carnaval não é feriado — segue o calendário nacional de ponto facultativo, exceto no Rio de Janeiro, onde a terça é feriado estadual.
O calendário soteropolitano
Salvador foi fundada em 29 de março de 1549, mas seu feriado municipal é 8 de dezembro, dia de Nossa Senhora da Conceição da Praia, padroeira da cidade e da Bahia. O 2 de julho, data magna do estado, é feriado em toda a Bahia e tem em Salvador seu maior cortejo, com os carros do Caboclo e da Cabocla.