Da capitania holandesa ao Frevo
Recife começou em 12 de março de 1537 como porto natural da vila de Olinda — fundada pelos portugueses para escoar açúcar dos engenhos. Por um século foi povoado secundário. Entre 1630 e 1654, sob domínio holandês, o conde Maurício de Nassau transformou Recife na cidade mais moderna das Américas — com pontes, mercados, observatório, jardim botânico, sinagoga (a Kahal Zur Israel, mais antiga das Américas, fundada em 1636). Depois da expulsão dos holandeses, Recife consolidou-se como capital pernambucana.
Capital cultural do Brasil
Recife é uma das cidades culturalmente mais férteis do Brasil. Criou o Frevo (ritmo carnavalesco rapidíssimo, em 2/4) e o Maracatu (procissão real de origem afro). Foi berço do Movimento Mangue Beat nos anos 1990 (Chico Science, Nação Zumbi). Tem polo de tecnologia (Porto Digital) que rivaliza com São Paulo em produção de software. A culinária — bode guisado, charque com macaxeira, baião de dois pernambucano — define o paladar nordestino moderno.
O Carnaval de rua
Recife e Olinda formam um dos maiores carnavais de rua do país, com frevo e maracatu como matrizes. O Galo da Madrugada, que desfila no sábado, está entre os maiores blocos do mundo em público. O frevo é patrimônio cultural imaterial da humanidade pela UNESCO desde 2012.
Pontes e rios
A cidade é cortada pelos rios Capibaribe e Beberibe e conta dezenas de pontes, característica que lhe rendeu comparações com Veneza. A geografia de ilhas e istmos vem do próprio sítio onde o porto se instalou, protegido pelos arrecifes que dão nome à cidade. O aniversário é 12 de março, feriado municipal.