Da fazenda de gado à cidade planejada
Boa Vista nasceu como fazenda de gado às margens do Rio Branco no início do século XIX. Em 9 de julho de 1890 foi elevada à categoria de vila e, em 1955, à categoria de cidade. Virou capital do Território Federal do Rio Branco em 1943 (renomeado Roraima em 1962) e capital estadual com a Constituição de 1988. Em 1946, ganhou um plano urbanístico em forma de leque criado por Darcy Aleixo Derenusson — único traçado radial do Brasil, com avenidas largas convergindo para a Praça do Centro Cívico.
A crise migratória venezuelana
Desde 2017, Boa Vista é a porta de entrada do maior fluxo migratório da história brasileira — venezuelanos fugindo do colapso econômico do país vizinho. O Operação Acolhida do governo federal e o trabalho do ACNUR transformaram a cidade num laboratório de políticas para refugiados. Hoje cerca de 1 em cada 5 habitantes da capital é venezuelano — fenômeno que mudou a paisagem urbana, a economia local e a culinária da cidade.
O traçado radial
Boa Vista foi planejada nos anos 1940 pelo urbanista Darcy Aleixo Derenusson, com avenidas que partem de um ponto central — a Praça do Centro Cívico — em desenho radial que lembra um leque. É uma das poucas capitais brasileiras com plano urbanístico anterior ao crescimento populacional.
Lavrado e rios
A cidade fica sobre o lavrado, área de savana que ocupa boa parte de Roraima e contrasta com a floresta que se espera da região Norte. O rio Branco corta a capital e dá nome ao estado vizinho pelo caminho inverso: é dele que vem o antigo nome do território, Rio Branco, adotado em 1943 antes da mudança para Roraima.