Colonização açoriana
Florianópolis começou em 23 de março de 1726 como Vila de Nossa Senhora do Desterro, fundada por colonos paulistas. Mas o que moldou a cidade foi a chegada massiva de açorianos entre 1748 e 1756: cerca de 4.000 imigrantes vindos dos Açores e Madeira foram trazidos pelo governo português para povoar o litoral catarinense e garantir o domínio contra disputas espanholas. Trouxeram tradições que persistem até hoje — o boi de mamão (auto popular), a renda de bilro, a culinária da farinha de mandioca e o sotaque cantado.
Da pesca ao tech-hub
Por séculos, Florianópolis viveu de pesca e produção de farinha de mandioca. A virada veio nos anos 1990 com duas frentes: turismo nacional/internacional (atraído pelas praias) e formação de um polo de tecnologia. Hoje Floripa abriga o segundo maior parque tecnológico do Sul do Brasil (depois de Curitiba), sede de empresas como Resultados Digitais, Conta Azul e Senior Sistemas. O ranking de capitais no IDH e na qualidade de vida fez da cidade destino popular para migrantes intra-Brasil.
Praias e a ponte Hercílio Luz
Florianópolis ocupa uma ilha com dezenas de praias e é ligada ao continente por três pontes, entre elas a Hercílio Luz, inaugurada em 1926 e reaberta em 2019 após longo período de interdição e restauro. É a maior ponte pênsil em vãos do tipo eyebar ainda em operação e virou o símbolo visual da cidade.
Herança açoriana
As freguesias do interior da ilha — Ribeirão da Ilha, Santo Antônio de Lisboa, Lagoa da Conceição — conservam arquitetura, festas do Divino e a pesca artesanal trazidas pelos casais açorianos do século XVIII. O aniversário da cidade é 23 de março, e o feriado estadual de Santa Catarina é 11 de agosto.