Capital construída por decreto
Aracaju nasceu por imposição política. Em 1855, o presidente da província Inácio Joaquim Barbosa decidiu transferir a capital de Sergipe de São Cristóvão (antiga vila colonial) para um povoado portuário muito menor — daí o curioso fato de Aracaju ter sido capital antes mesmo de ser cidade. O motivo: posição geográfica estratégica para o comércio marítimo e o porto natural na foz do Rio Sergipe. O traçado urbano em quadrículas, projetado pelo engenheiro Pirro, foi inspirado nas cidades coloniais espanholas.
Sergipe e seu compacto sucesso urbano
Apesar do tamanho reduzido (Sergipe é o menor estado brasileiro), Aracaju consolidou-se como uma das capitais mais bem urbanizadas do Nordeste. Aparece com regularidade nos topos de rankings de qualidade de vida, mobilidade urbana e saneamento. A cidade é berço de tradições culturais como o forró pé-de-serra, o samba de coco e as quadrilhas juninas — e tem orla marítima totalmente urbanizada, da Atalaia ao Mosqueiro.
Um traçado em xadrez
Aracaju foi projetada pelo engenheiro Sebastião José Basílio Pirro com quadras regulares em xadrez, modelo então associado à ideia de cidade moderna e higiênica. Foi criada em 1855 para substituir São Cristóvão como capital, com o argumento de que precisava de um porto de melhor acesso.
São Cristóvão ao lado
A antiga capital fica a poucos quilômetros e conserva o que Aracaju não tem: a quarta cidade mais antiga do Brasil, fundada em 1590, com a Praça São Francisco declarada patrimônio da humanidade pela UNESCO em 2010. O aniversário de Aracaju é 17 de março.