Da missão jesuíta à megacidade
São Paulo foi fundada em 25 de janeiro de 1554 quando os padres jesuítas Manuel da Nóbrega e José de Anchieta celebraram a primeira missa do Colégio de São Paulo de Piratininga, no planalto. A data — Dia da Conversão de São Paulo — virou aniversário da cidade. Por dois séculos foi vilarejo pobre e isolado, conhecido apenas como ponto de partida das bandeiras paulistas (expedições ao interior em busca de ouro, prata e indígenas para escravizar).
Café, indústria, finanças
A virada da cidade aconteceu no século XIX com o ciclo do café. As fazendas do Oeste Paulista enriqueceram, capitais foram investidos em ferrovias, indústrias, infraestrutura urbana. Os imigrantes (italianos, japoneses, espanhóis, sírios, libaneses, alemães) chegaram aos milhões entre 1880 e 1930. O processo de industrialização entre 1920 e 1970 fez de São Paulo o maior parque industrial da América Latina. Hoje a cidade é o coração financeiro do Brasil — sede da B3 (bolsa), de bancos, fundos e do PIB nacional.
As imigrações no mapa da cidade
Bairros inteiros documentam as correntes migratórias: Liberdade (japonesa), Bixiga (italiana), Bom Retiro (judaica e depois coreana), 25 de Março (libanesa e chinesa), além da presença boliviana no Brás e Pari e da nordestina em toda a periferia. É a maior diversidade migratória do país concentrada numa única cidade.
O calendário paulistano
O aniversário de São Paulo, 25 de janeiro, é feriado apenas no município — não vale para os outros 644 municípios do estado. O feriado estadual é 9 de julho, data magna que marca a Revolução Constitucionalista de 1932. Há ainda o 14 de julho, aniversário do estado, que é data cívica, não feriado.