O fim do Império e o início da República
Em 15 de novembro de 1889, o Marechal Deodoro da Fonseca liderou uma quartelada no Rio de Janeiro que depôs o governo do imperador Dom Pedro II e proclamou a República Federativa do Brasil. Foi uma transição praticamente sem derramamento de sangue — Dom Pedro II e sua família foram exilados na Europa, embarcando em direção a Lisboa três dias depois. O imperador morreria em Paris, em 1891, sem nunca retornar.
Uma revolução de cima para baixo
Diferente das revoluções americana, francesa ou das independências sul-americanas, a Proclamação da República brasileira foi feita pelas elites — sem participação popular significativa. O cidadão comum só soube do fim do Império dias depois, pelos jornais. O jornalista Aristides Lobo cunhou a frase famosa: "o povo assistiu àquilo tudo bestializado, atônito, surpreso, sem conhecer o que significava".
Como é celebrada hoje
15 de novembro é um dos feriados nacionais menos celebrados popularmente. Não tem rituais próprios, festas tradicionais ou pratos típicos — é primariamente um feriado cívico, marcado por desfiles militares em quartéis e cerimônias oficiais menores que as do 7 de Setembro. Para a maioria, é apenas folga.
Impacto no calendário
Em 2026, 15 de novembro cai num domingo — feriado "perdido" sem possibilidade de emenda direta. Combina com Finados (2/11, segunda) e Consciência Negra (20/11, sexta) para tornar novembro um dos meses mais favoráveis a descansos prolongados.