A data é aproximada
Este é o ponto que mais gera dúvida. O início do Ramadã depende da observação do primeiro crescente lunar, e não de um calendário fixo. Por isso a data pode variar de um a dois dias entre países, entre métodos de cálculo e até entre mesquitas de uma mesma cidade. A data indicada aqui segue o calendário Umm al-Qura, usado como referência na Arábia Saudita — mas a confirmação cabe à comunidade islâmica local.
O que é o jejum
Durante o mês, os muçulmanos adultos se abstêm de comida, bebida, fumo e relações sexuais entre a alvorada e o pôr do sol. A refeição antes do amanhecer é chamada suhur, e a que quebra o jejum ao anoitecer é o iftar, geralmente iniciada com tâmaras e água. Crianças, idosos, pessoas doentes, gestantes, lactantes e viajantes são dispensados, com previsão de compensação posterior ou de doação equivalente.
Mais do que não comer
A tradição enfatiza que o jejum não se limita à abstinência alimentar: o período é voltado à revisão de conduta, à leitura do Alcorão, à oração adicional noturna e ao zakat al-fitr, doação obrigatória feita antes do fim do mês para que as famílias em situação de pobreza também possam celebrar.
O islã no Brasil
A presença islâmica no Brasil tem raízes antigas — parte das pessoas escravizadas trazidas da África era muçulmana, e o levante conhecido como Revolta dos Malês, em Salvador em 1835, foi organizado por africanos islamizados. A comunidade atual se formou sobretudo a partir da imigração árabe do século XX, com presença em São Paulo, Paraná, Rio de Janeiro e no Sul. Mesquitas em várias capitais abrem o iftar ao público durante o mês.
Como o mês termina
O Ramadã se encerra com o Eid al-Fitr, a festa da quebra do jejum, no primeiro dia do mês seguinte, Shawwal.