Capital planejada da Primeira República
Belo Horizonte foi a primeira grande experiência urbanística republicana do Brasil. Em 1893, a Constituinte mineira decidiu transferir a capital de Ouro Preto — cidade colonial em terreno acidentado e considerada politicamente conservadora — para um local plano onde uma cidade moderna pudesse ser construída. O engenheiro Aarão Reis projetou o traçado em xadrez com avenidas largas, praças circulares e cintura verde. A inauguração aconteceu em 12 de dezembro de 1897. O nome original — Cidade de Minas — foi substituído por Belo Horizonte em 1906.
Pampulha, Niemeyer e modernidade mineira
Nos anos 1940, o então prefeito Juscelino Kubitschek encomendou a Oscar Niemeyer um conjunto arquitetônico modernista em torno da Lagoa da Pampulha — igreja de São Francisco de Assis (com painéis de Portinari), Cassino, Casa do Baile, Iate Clube. O conjunto, que demorou 75 anos para ser tombado pela UNESCO (2016), antecipou a estética que JK levaria a Brasília duas décadas depois. BH é hoje a sexta cidade mais populosa do Brasil e o centro do que se chama 'região metropolitana de BH'.
A Avenida do Contorno
O plano de Aarão Reis delimitou a cidade com a Avenida do Contorno, que até hoje marca o perímetro original. Como em outras capitais planejadas, o crescimento real ultrapassou rapidamente o desenho: a população que construiu Belo Horizonte se instalou fora do perímetro, formando os primeiros bairros não previstos no projeto.
Comida e boteco
A capital mineira tem uma das maiores concentrações de bares por habitante entre as cidades brasileiras, e a cultura de boteco virou marca local, com concursos anuais de petiscos. A cozinha mineira — pão de queijo, feijão tropeiro, frango com quiabo, doce de leite — organiza boa parte da identidade da cidade. O aniversário é 12 de dezembro, feriado municipal.