A primeira capital amazônica
Belém foi fundada em 12 de janeiro de 1616 pelo capitão-mor Francisco Caldeira Castelo Branco com a missão de proteger a foz do Amazonas contra ingleses, holandeses e franceses que tentavam estabelecer feitorias na região. O nome original — Feliz Lusitânia — foi rapidamente substituído por Santa Maria de Belém do Grão-Pará. Por dois séculos foi o centro administrativo de toda a Amazônia portuguesa, e seu auge veio com o ciclo da borracha no século XIX, quando rivalizou com Manaus em opulência.
Cultura amazônida em escala metropolitana
Belém é hoje a cidade mais populosa da Amazônia oriental e o principal centro cultural amazônico do Brasil. Sediará a COP30 em novembro de 2025, evento climático da ONU que motivou grandes obras urbanas. A culinária paraense (tacacá, pato no tucupi, açaí na tigela com farinha) é uma das mais distintas do Brasil. O ritmo musical do tecnobrega e do carimbó nasceu aqui.
Ver-o-Peso e a cozinha paraense
O Mercado Ver-o-Peso, à beira da baía do Guajará, é um dos maiores mercados a céu aberto da América Latina e concentra peixes, ervas, frutas amazônicas e garrafadas. A cozinha da cidade tem ingredientes de uso praticamente restrito à região: tucupi e jambu no tacacá e no pato no tucupi, maniçoba cozida por dias, açaí consumido salgado com farinha e peixe.
O Círio e o aniversário
Belém tem seu aniversário em 12 de janeiro, feriado municipal. Mas a data que de fato organiza o calendário da cidade é o Círio de Nazaré, no segundo domingo de outubro, quando uma multidão acompanha a berlinda por cerca de quatro quilômetros. O Círio não é feriado — e ainda assim paralisa a cidade de forma incomparavelmente maior.