A capital mais jovem do Brasil
Palmas é uma criança em comparação às outras capitais — fundada em 20 de maio de 1989, é mais nova que a maioria dos seus habitantes adultos. Sua criação se deu pela necessidade prática: a Constituição de 1988 desmembrou Tocantins do norte de Goiás, e o novo estado precisava de uma capital. O governador Siqueira Campos decidiu construir uma capital nova ao invés de elevar uma cidade existente — o local foi escolhido por estar no centro geográfico do estado e às margens do Rio Tocantins.
A cidade planejada que cresceu rápido
O plano original previa 1,2 milhão de habitantes em 2020 — a realidade ficou em cerca de 300 mil, e o crescimento foi mais lento do que esperado. Mesmo assim, Palmas tem alguns dos melhores indicadores do Norte: IDH alto, infraestrutura urbana planejada, ciclovias extensas. Em compensação, é uma das capitais mais quentes do Brasil (média de 28°C com picos acima de 40°C), e a falta de tradição histórica é um desafio para construir identidade cultural própria — ainda hoje muitos moradores vieram de outros estados.
Uma cidade desenhada em quadras
Palmas é organizada em quadras numeradas segundo um código de orientação — norte ou sul, leste ou oeste — em vez de nomes de rua no traçado principal. O modelo facilita a localização, mas é apontado por urbanistas como gerador de longas distâncias a pé e dependência do automóvel, crítica comum às cidades planejadas do século XX.
O lago e o Jalapão
O lago formado pela Usina Hidrelétrica Luís Eduardo Magalhães, no rio Tocantins, margeia a cidade e criou praias de água doce que funcionam como área de lazer urbana. Palmas é também o principal ponto de partida para o Jalapão, região de dunas, fervedouros e cachoeiras no leste do estado.