O santo que deu nome à cidade
Quando os portugueses fundaram a cidade em 1º de março de 1565, deram-lhe o nome de São Sebastião do Rio de Janeiro — homenagem dupla ao santo e a dom Sebastião, então rei de Portugal. A escolha de São Sebastião como padroeiro vem daí, e o 20 de janeiro, sua festa litúrgica, entrou no calendário da cidade.
Quem foi São Sebastião
A tradição cristã o apresenta como soldado do exército romano executado no século III por não abandonar sua fé. A iconografia mais difundida o mostra amarrado a um tronco e atingido por flechas. É invocado como protetor contra epidemias, devoção que se firmou na Europa durante os surtos de peste.
A devoção no Rio
A festa reúne missa solene e procissão que sai da Catedral Metropolitana em direção à Igreja de São Sebastião dos Capuchinhos, no Rio Comprido, onde estão as relíquias do santo. Como ocorre com São Jorge, a devoção a São Sebastião no Rio atravessa fronteiras religiosas e é também presente em terreiros de umbanda.
O que fecha em 20 de janeiro
É feriado municipal apenas na cidade do Rio de Janeiro. Repartições municipais e escolas da rede municipal fecham; o comércio segue convenção coletiva. Niterói, São Gonçalo, Duque de Caxias e os demais municípios fluminenses têm expediente normal, cada um com seu calendário.
O limite de quatro feriados religiosos
A Lei federal nº 9.093/1995 permite que cada município declare por lei feriados religiosos de acordo com a tradição local, num máximo de quatro — número que já inclui a Sexta-Feira Santa. É essa regra que enquadra os feriados de padroeiro no Brasil, e por isso as cidades precisam escolher quais datas religiosas ficam no calendário oficial.
Outras devoções do Rio
O estado tem ainda o feriado estadual de São Jorge, em 23 de abril, instituído pela Lei nº 5.198/2008 e considerado constitucional pelo Supremo Tribunal Federal em 2023.