Por que julho e por que amarelo
O Dia Mundial das Hepatites Virais foi criado pela Organização Mundial da Saúde em 28 de julho de 2010. A data homenageia o aniversário de Baruch Blumberg (1925–2011), virologista americano que descobriu o antígeno de superfície do vírus da hepatite B (HBsAg) — o que possibilitou a criação da vacina contra hepatite B. Blumberg recebeu o Nobel de Fisiologia e Medicina em 1976. O Brasil adotou a cor amarela para sua campanha nacional, estendendo o engajamento para todo o mês de julho.
As hepatites virais no Brasil
As hepatites virais são infecções do fígado causadas pelos vírus A, B, C, D e E. No Brasil, as hepatites B e C são as de maior impacto em saúde pública — a hepatite C, em particular, pode se tornar crônica e causar cirrose e câncer de fígado décadas após a infecção, muitas vezes sem sintomas evidentes. O Ministério da Saúde oferece teste gratuito e tratamento para hepatites B e C pelo SUS.
- Hepatite A: transmitida por água e alimentos contaminados; vacina disponível no SUS
- Hepatite B: transmitida por sangue e relações sexuais; vacina disponível no SUS para todas as idades
- Hepatite C: transmitida principalmente por sangue; não tem vacina, mas tem cura com antivirais pelo SUS
- Hepatite D: só ocorre em quem já tem hepatite B; a vacinação contra B previne a D
- Hepatite E: transmitida por água contaminada; mais comum em regiões sem saneamento
- 28 de julho: Dia Mundial das Hepatites Virais — criado pela OMS em homenagem a Baruch Blumberg
Teste rápido gratuito no SUS
O Ministério da Saúde disponibiliza testes rápidos para hepatites B e C em unidades de saúde, farmácias credenciadas e durante eventos do Julho Amarelo. O teste é feito com uma gota de sangue do dedo e o resultado sai em até 30 minutos. O diagnóstico precoce é essencial, especialmente para hepatite C, que pode ser tratada e curada antes de causar danos permanentes ao fígado.