A origem do Novembro Azul
O Novembro Azul tem origem na campanha australiana 'Movember', criada em 2003 por Travis Garone e Luke Slattery em Melbourne. O nome une 'moustache' (bigode) com 'November': participantes deixam o bigode crescer ao longo do mês como símbolo visível de apoio à saúde masculina. A campanha chegou ao Brasil por volta de 2010 e ganhou endosso oficial do Ministério da Saúde e do INCA, consolidando-se como o principal movimento nacional de conscientização sobre o câncer de próstata.
O câncer de próstata no Brasil
O câncer de próstata é o segundo tipo de câncer mais comum entre homens no Brasil (atrás apenas do de pele não melanoma) e a segunda causa de morte por câncer masculino. O INCA estima cerca de 72.000 casos novos por ano. Quando diagnosticado em estágios iniciais, a taxa de cura supera 90% — mas muitos casos são descobertos tardiamente, em parte pela resistência cultural dos homens a buscar atendimento médico preventivo.
- PSA (antígeno prostático específico): exame de sangue que auxilia no rastreamento; indicado a partir dos 50 anos (ou 45 para homens com histórico familiar)
- Toque retal: exame físico complementar ao PSA, realizado pelo urologista
- Dia Nacional de Combate ao Câncer de Próstata: 17 de novembro
- A Sociedade Brasileira de Urologia (SBU) coordena as ações do Novembro Azul no Brasil
- Homens têm, em média, menor frequência de consultas médicas preventivas do que mulheres, segundo pesquisas do IBGE
Saúde masculina além do câncer de próstata
O Novembro Azul ampliou seu escopo ao longo dos anos para tratar de saúde mental masculina, prevenção de doenças cardiovasculares e incentivo à realização de check-ups regulares. Campanhas do Ministério da Saúde mostram que homens morrem mais cedo do que mulheres principalmente por causas evitáveis — doenças cardiovasculares, acidentes e violência — reforçando que cuidar da saúde é uma prática acessível a todos.