A origem do Outubro Rosa
O Outubro Rosa surgiu nos Estados Unidos em 1985 como uma iniciativa da Fundação Susan G. Komen, criada em memória de Susan Komen, que morreu de câncer de mama em 1980. Em 1994, a farmacêutica Estée Lauder Companies popularizou o laço rosa como símbolo da campanha, distribuindo lacinhos nos pontos de venda. A ONU reconheceu oficialmente o Outubro Rosa em 1994, e desde então a campanha se consolidou em dezenas de países, incluindo o Brasil.
O câncer de mama no Brasil
O câncer de mama é o tipo de câncer com maior incidência entre mulheres no Brasil, excluindo-se os tumores de pele não melanoma. O Instituto Nacional de Câncer (INCA) estima cerca de 74.000 casos novos por ano. A taxa de sobrevida em cinco anos supera 80% quando o diagnóstico é feito nos estágios iniciais — daí a importância central do rastreamento.
- Mamografia: recomendada anualmente para mulheres entre 50 e 69 anos (protocolo do Ministério da Saúde); sociedades médicas recomendam a partir dos 40 anos
- Autoexame: não substitui a mamografia, mas ajuda a identificar alterações que devem ser investigadas por médico
- Homens também podem desenvolver câncer de mama: representam cerca de 1% dos casos
- O SUS oferece mamografia gratuitamente para mulheres na faixa etária de rastreamento
- Dia Nacional de Prevenção e Combate ao Câncer de Mama: 18 de outubro
Como participar do Outubro Rosa
Prefeituras, hospitais, empresas e escolas em todo o Brasil iluminam fachadas de rosa, realizam caminhadas, oferecem mamografias gratuitas e promovem palestras ao longo do mês. O INCA disponibiliza materiais educativos e informações sobre unidades de saúde que realizam o exame pelo SUS. Participar começa por marcar a própria mamografia — e incentivar mulheres próximas a fazerem o mesmo.