De São Sebastião à Cidade Maravilhosa
O Rio foi fundado em 1º de março de 1565 por Estácio de Sá com a missão de expulsar franceses da França Antártica que ocupavam a Baía de Guanabara desde 1555. Foi batizado São Sebastião do Rio de Janeiro em homenagem ao Rei Sebastião de Portugal e ao santo padroeiro escolhido pelo dia da fundação. Em 1763, com a decadência do ciclo do açúcar e ascensão do ouro de Minas Gerais, virou capital do Brasil Colônia — posto que manteve por 197 anos. Em 1808, quando Dom João VI fugiu da invasão napoleônica, o Rio virou sede do Império Português transferido para o Brasil.
Capital cultural e turística
Depois de perder o posto de capital federal para Brasília em 1960, o Rio consolidou-se como capital cultural e turística do Brasil. O Carnaval do Sambódromo, com escolas de samba que mobilizam comunidades inteiras durante o ano, é um dos maiores eventos do calendário mundial. O Samba, a Bossa Nova e o Funk Carioca nasceram aqui. As praias de Copacabana e Ipanema, o Pão de Açúcar e o Cristo Redentor são ícones globais — Patrimônio da Humanidade pela UNESCO desde 2012.
Paisagem tombada pela UNESCO
Em 2012, a UNESCO inscreveu o Rio de Janeiro na lista do patrimônio mundial na categoria paisagem cultural — reconhecimento inédito para uma área urbana, que abrange o Corcovado, o Pão de Açúcar, a Floresta da Tijuca, o Jardim Botânico, o Aterro do Flamengo e a orla de Copacabana.
Três feriados no estado, um na cidade
O feriado municipal do Rio é 20 de janeiro, dia de São Sebastião, padroeiro da cidade — e não 1º de março, data de sua fundação em 1565, que é apenas data comemorativa. O estado acrescenta três feriados: São Jorge (23 de abril), o Dia do Comerciário (terceira segunda-feira de outubro) e a terça-feira de Carnaval, caso único no país em que a data é feriado e não ponto facultativo.