Não é feriadoSocial

Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa

Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa não é feriado: é uma data comemorativa celebrada em todo o Brasil, e o comércio e os serviços funcionam normalmente. É celebrada em 21 de janeiro — em 2026, uma quarta-feira. Foi instituída pela Lei nº 11.635/2007.

21/01 · Janeiro de 2026

Data instituída em memória da ialorixá Mãe Gilda de Ogum, morta em 2000 após ataques ao seu terreiro em Salvador. Marca o combate à discriminação por motivo de religião.

Data em 202621/01/2026
TipoData Comemorativa
CategoriaSocial
Data FixaMesmo dia todo ano
AbrangênciaTodo o Brasil
LegislaçãoLei nº 11.635/2007
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Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa — 21/01

Origem e História

Gildásia dos Santos e Santos, a Mãe Gilda de Ogum, fundou em 1988 o terreiro Ilê Axé Abassá de Ogum, no bairro de Itapuã, em Salvador. Em 1999, sua fotografia foi publicada sem autorização no jornal Folha Universal, ligado à Igreja Universal do Reino de Deus, sob manchete que associava praticantes de religiões afro-brasileiras a charlatanismo. Seguiram-se ataques ao terreiro. Mãe Gilda morreu em 21 de janeiro de 2000. A Lei nº 11.635, de 2007, transformou a data em Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa.

Quem foi Mãe Gilda de Ogum

Gildásia dos Santos e Santos era ialorixá — a autoridade religiosa que dirige uma casa de candomblé. Fundou em 1988 o Ilê Axé Abassá de Ogum, terreiro na região da Lagoa do Abaeté, em Itapuã, Salvador. A casa segue em funcionamento, hoje sob condução de sua filha, a ialorixá Jaciara Ribeiro.

O caso que originou a lei

Em 1999, uma fotografia de Mãe Gilda foi publicada sem autorização no jornal Folha Universal, ligado à Igreja Universal do Reino de Deus, ilustrando matéria cuja manchete associava praticantes de religiões afro-brasileiras a charlatanismo. A publicação foi seguida de ataques ao terreiro. Mãe Gilda morreu em 21 de janeiro de 2000. A família moveu ação judicial e obteve condenação por danos morais.

A lei de 2007

A Lei nº 11.635, de 27 de dezembro de 2007, instituiu o 21 de janeiro como Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, incluindo a data no calendário oficial. É uma das poucas datas do calendário brasileiro criadas a partir de um caso individual documentado.

O que a Constituição garante

O artigo 5º da Constituição de 1988 assegura a liberdade de consciência e de crença e o livre exercício dos cultos religiosos, além de proteger os locais de culto e suas liturgias. O Estado brasileiro é laico: não pode estabelecer religião oficial nem embaraçar o funcionamento de cultos, conforme o artigo 19.

Como denunciar

  • Disque 100 — Disque Direitos Humanos, gratuito, anônimo e disponível 24 horas.
  • Delegacias comuns ou especializadas em crimes raciais, onde existirem.
  • Ministério Público estadual e federal, que atuam em casos de discriminação.
  • Defensoria Pública, para orientação e acompanhamento gratuito.

O enquadramento legal da discriminação

A Lei nº 7.716/1989 tipifica os crimes resultantes de discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia, religião ou procedência nacional. Levantamentos de órgãos públicos e de organizações da sociedade civil apontam que denúncias de intolerância religiosa no Brasil se concentram em ocorrências contra religiões de matriz africana — dado que costuma ser divulgado na data.

Datas relacionadas

O calendário brasileiro tem ainda o Dia Nacional das Tradições de Matrizes Africanas e Nações do Candomblé, em 21 de março, e o Dia Nacional da Umbanda, em 15 de novembro — ambos instituídos por lei federal.

Perguntas Frequentes

Quando é Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa em 2026?
Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa não é feriado: é uma data comemorativa celebrada em todo o Brasil, e o comércio e os serviços funcionam normalmente. É celebrada em 21 de janeiro — em 2026, uma quarta-feira. Foi instituída pela Lei nº 11.635/2007.
Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa é feriado nacional?
Não. Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa não é feriado oficial: é uma data comemorativa, sem efeito sobre o expediente de empresas, comércio e órgãos públicos.
Qual é a origem de Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa?
Gildásia dos Santos e Santos, a Mãe Gilda de Ogum, fundou em 1988 o terreiro Ilê Axé Abassá de Ogum, no bairro de Itapuã, em Salvador. Em 1999, sua fotografia foi publicada sem autorização no jornal Folha Universal, ligado à Igreja Universal do Reino de Deus, sob manchete que associava praticantes de religiões afro-brasileiras a charlatanismo. Seguiram-se ataques ao terreiro. Mãe Gilda morreu em 21 de janeiro de 2000. A Lei nº 11.635, de 2007, transformou a data em Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa.

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